Relato do atleta Robson Jean Bordin de Foz do Iguaçu.

Olá, O Robson escreveu seu relato no blog dele e nos autorizou a publicar aqui tb!

meia 021

Desafio N° 25 – Meia Maratona das Cataratas

 
Ontem fui correr a 7ª Meia Maratona das Cataratas em Foz do Iguaçu – PR.
Está é uma prova maravilhosa e muito bem organizada, como diz o slogan da prova um desafio fascinante!Nesta edição teve 2700 inscritos, recorde da prova, e ao contrário do ano passado, passou do mês de julho para maio. A alteração da data foi acertada, mas alterar a largada das 8 horas para às 9 horas atrapalhou um pouco a maioria dos corredores como eu que corre acima de 1h40min e chegamos perto das 11 horas.Analisando em relação ao ano passado, quando fiz minha estreia em 1h42min59s, eu imaginava que poderia baixar esse tempo, pois este ano consegui treinar durante mais dias durante estes cinco primeiros meses do ano. Mas, antes mesmo da largada percebi que seria difícil porque ano passado a temperatura estava em torno de 3 graus e este ano perto dos 20 graus.

Antes da largada encontrei meu amigo Alzemar, que às vezes treinamos juntos quando vou a Foz. Nem imaginava encontrá-lo com tanta gente esperando a largada, esperamos uns 20 minutos e pontualmente às 9 horas foi dada a largada da elite masculina e geral ( a elite feminina tinha largado 15 minutos antes).

No começo da prova estava tranquilo com pequenas descidas e subidas no percurso, bem sussegado até o 5 km meu tempo era de 24:05, ritmo de 4:49/min dentro do esperado, começar mais devagar e acelerar na segunda parte da prova. O que eu não esperava era sentir uma dor do lado externo do joelho, muito estranho e começou a me atrapalhar, principalmente nas descidas que eu não conseguia apertar o passo e tinha que segurar. 

No 6 km começou a vir a elite feminina e depois a elite masculina, foi até bom ver aquele pessoal correndo no “gás”, a mais de 20km/h de média, legal também ver os brasileiros, Franck Caldeira, Giovani dos Santos, Solonei Rocha da Silva, entre outros, até desviou minha atenção para não pensar tanto no desconforto que sentia. Um pouco mais a frente, chegamos ao Hotel das Cataratas com vista privilegiada das Cataratas, esse ano foi possível ver a queda das águas, no ano passado era só neblina. Aqui tinha duas descidas boas, o problema foi o retorno para encará-las, haja força de vontade. O que alegra também é ver quanta gente ainda está vindo, muitas caminhando antes da metade da prova, tinha até uma mulher correndo de muletas, sem uma das pernas, que disposição e saúde Deus concede para aguentar firme mesmo na dificuldade (e tem gente cheia de saúde que reclama para fazer uma corridinha leve 3 vezes por semana).

Mas enfim, eu senti muito este desconforto, em alguns momentos eu pensava simplesmente em chegar até o fim. No km 9,5 tinha isotônico e um pessoal muito animado, falando palavras de motivação e ainda tirando um sarrinho do tipo “vai meu amor” e “na chegada tem cerveja”.

Passei pelo km 10 com o tempo de 48:02, ritmo de 4:48/min. Acreditava que ainda conseguiria chegar sub 1h43min porque iria acelerar na segunda parte da prova. Mas logo percebi que não daria certo, o desconforto aumentava, não sei se por causa do tênis que é um pouco apertado, ou pelos treinos que venho fazendo, só sei que ao chegar no km 15 já estava com 1:13, ritmo de 4:52/min fazendo força para aguentar. Aqui tomei um segundo carboidrato em gel que me proporcionou um pouco de disposição, funcionando mais como psicológico nesta altura da prova. Só me lembro que uma mulher me ultrapassou e falou só falta 5 km e cada pouco dois ou três me passava, minha cabeça já trabalhava pensando em terminar logo a prova, quando você está correndo e querendo passar logo pelas placas que marcam os quilômetros percorridos isso é muito desgastante. Alegre mesmo eu me senti quando vi a placa do km 20, meu tempo era de 1:38:15, ritmo de 4:55/min, cada vez mais caindo, mas pensei vou tentar este último km em 4min45s, assim consigo o mesmo tempo do ano passado, mas falar em números é fácil, agora correr fazendo força com uma longa subida de uns 500 metros na chegada não ajudou muito e completei a prova em 1:43:37 (tempo líquido), apenas 38 segundos acima do tempo do ano passado.

De momento fiquei desapontado, mas depois fui encontrando razões que me fizeram perceber que não fui mal na corrida, e que nem sempre vou melhorar o tempo, talvez de acordo com as minhas condições e as condições externas esse tempo foi bom, o que eu tenho é que agradecer a Deus por completar mais este desafio na minha vida, já são 25 corridas e esta foi apenas a 2 meia maratona, ainda virão muitas!

Após a prova esperei o Alzemar mas não encontrei, tinha muita gente entre corredores e familiares. Conversando por telefone ele disse que fez em 1:47, muito bom porque ano passado disse que tinha feito em 1:55 se não me engano.

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2 comentários em “Relato do atleta Robson Jean Bordin de Foz do Iguaçu.

  1. É assim, nem sempre estamos no melhor dia, nem sempre faremos o melhor tempo… haverá momentos em que teremos que caminhar e até desistir, quem disse que não?! Para desistir é preciso ter mais coragem do que para terminar. O que importa é continuar… sempre em frente, se nessa não deu pra diminuir o tempo, que venha o ano que vem né Robson. Parabéns!

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